Lembrei-me de ti!

Agosto 5, 2008

Recordo! Recordo intensamente! Passa diante dos meus olhos um filme, tal qual a realidade que vivi. Saudades! Sinto saudades!!! Aquele momento, não tem mais retorno, não conseguirei viver nem mais um segundo, com aquela candura. Perdia-a contigo, fez esta semana um ano. Dia 2…lembras-te??? De salto bem alto, vestido preto, com decote malicioso, e ar altivo. Vi-te…reconheci-te de imediato! Eras tu aquele a quem tinha prometido entregar a minha fidelidade. pedi-te com voz firme: SEGUE-ME!!! Tremeste!!! Quem é ela? Bonita…elegante…mas fria! Tão fria!!!
Quarto alugado, espaço neutro, fachada de dominadora…coloquei musica. Primeiro a musica!!! Lembras-te??? Sempre fria!!! Tinha medo…que estava ali a fazer? Que sentiria??? Seria capaz???

A frieza era capa, uma forma de me achares menos fragiliza. Tocaste-me tão suavemente, que o meu lado meigo abafou a culpa, a vergonha, e deu lugar à devassidão consentida!

A entrega! Desenfreadamente nos entregámos! Foi num ápice! Suámos, resvalámos pelos lençóis brancos, manchámos vezes sem conta a brancura daqueles lençóis. Possuiste-me vezes sem conta! Uma…e outra…e outra… Não sobrou nada! Nada! Apenas a traição, a promessa de um segundo encontro, a repetição de um prazer carnal que me sabia bem. Tão bem! Repetimos mais uma vez… e da tal fidelidade, sobrou uma imagem, muito desvanecida. Esvaiu-se!!! Não a quero! Sabem-me bem as traições a que tão bem me habituaste.

Foste-me fiel. Prometeste o que cumpriste…quase nada, é certo, mas cumpriste! prometeste respeitar os meus limites, e não te esqueceste disso. Prometeste meiguice…e fizeste dela a rainha daquele aluguer.

Iniciate-me num percurso que não tem fim! Não sou mais a esposa que espera noites e noites o marido! Sou a que faz esperar…

Curto-te! Lembrei-me de ti…


Recordas-te deste sítio?

Julho 24, 2008


Sei-te de cor!

Julho 22, 2008

Sei de cor cada curva do teu dourado corpo! Sei quando fica entumecido de desejo, quando pragueja com a minha ausência, quando se solta para me possuir. Sei todos os traços de cabelo cabelo teu, e sei a que cheiram os teus mamilos! Sei quão suave é a tua nudez, e quanto poder tem a tua malícia. Conheço irremediavelmente a tua lascívia, e condenada me sinto a amá-la! Amo-a, de facto, confesso! Tal como amo o sabor dos teus beijos, e o deslizar dos teus fluidos… e os teus arquejos, e o teu olhar possessivo.

 E sabes que mais, Laura? És como uma gatinha selvagem, que se adoça e se ameiga de forma estupenda, quando alguém lhe faz carinhos. Assim me pareces tu, Laura! Quando vens para junto de mim, pareces indomável, selvagem, arisca e fugidia. E depois…, depois aninhada no meu colo, com as tuas pernas entrelaçadas nas minhas (como adoro a forma como te encaixas!), com o teu peito preso ao meu, pareces uma menina indefesa, a quem só apetece amar!

Tudo em ti é espectacularmente feminino e belo! Tudo! Até o teu serpentear por baixo dos lencóis me parece de uma beleza e sensualidade infinita. Quem me dera que o mundo parasse nesse serpentear e que eu o conseguisse reter para sempre! Quem me dera, Laura, que a minha memória fosse infinda, para que coubesse em mim cada segundo teu. Para que da minha retina nunca se desvanecesse o teu cauteloso e manhoso despir!

Quem me dera, Laura!


Não te incomodes, amor, com os momentos em que não estou contigo!

Julho 19, 2008

Não te incomodes, amor, com os momentos em que não estou contigo! Tão pouco deves pensar neles, ou tentar entendê-los!… Preciso deles, necessito tanto deles, como a Primavera necessita do cantar dos pássaros. Como ela precisa do renascer da flora e da fauna. O mundo, a vida e as pessoas, são compostas de ciclos, e dessa forma se cumpre o nenascimento. Assim sou eu, amor! Feita de ciclos, que presumo que não podes compreender. Feita de rascunhos que tantas vezes tento passar a limpo, e em vão… Não entristeças o teu olhar, amor, pelos momentos que passas a só! Tão pouco deixes que a tua voz se embargue, e que os teus gestos se tornem nervosos… Nunca, mas nunca, meu amor, me perguntes onde fui. Não queiras jamais que te minta, deixa-me a salvo desse crime, preserva-me dessa tortura, livra-me disso, poupa-me, resguarda-me! Olha-me, quando eu chegar. Olha para mim com cautela e ternura, e abraça-me pela cintura. Tu sabes fazer isso muito bem! E quando eu tomar um banho antes ainda de te dar um beijo, meu amor, não reclames! Deixa que eu tire os beijos e as carícias, os perfumes e os fluidos que outro alguém deixou escorrer pelas minhas entranhas. Ficarei depois, livre para ti. E depois, amor, lambe levemente os bicos das minhas mamocas, em jeito de ternura! Lambe-os calmamente, para eu sentir que te tenho, que te desejo ainda, que te estimo e que o reencontro contigo, vale sempre a pena.

Nunca te esqueças, amorzito, que não deves perguntar onde fui. Sabes de ante-mão que te daria uma resposta vaga e evasiva. Sabes que me fereria a resposta ardilosa a que me obrigasses. E tens verdadeira e precisa noção de como seria espinhoso para mim seduzir-te com promessas falazes.

Não duvides do quanto corro para ti, sempre que me apercebo que a saudade te invade. Quando já nada me prende, noutros corpos, e noutras carícias. Eu vou, meu amor, para o leito de outro alguém, mas não te enciumes. Não sou de ninguém! Sou vadia, como te disse várias vezes, e nada lá me prende senão a novidade. A nada me acostumo sem me enfastiar´- a não ser aos teus beijos!… Mesmo estando tão habituada a eles, continuo a correr ao seu encontro… Sorri, amor! Sorri baixinho, porque me tens, porque te não fujo de verdade. Porque saio mas regresso, como as ondas do mar a quem contas as ansiedades de me não ver. E eu tão perto, meu amor! Tão perto!

Tenta entender e desculpar, amorzito! Sou como a gazela, que se desloca em movimentos soltos e fugazes para comer a presa, e regressa com passos lentos, testemunhas do dever cumprido. E volto sempre, nunca te esqueças, para ti! Para ti!


Fatalismo

Julho 18, 2008

Amo o que em ti há de trágico. De mau.
De sublime. Amo o crime escondido no teu andar.
A tua forma de olhar. O teu riso fingido
e cristalino.

Amo o veneno dos teus beijos. O teu hálito pagão.
A tua mão insegura
na mentira dos teus gestos.
Amo o teu corpo de maçã madura.

Amo o silêncio perpendicular do teu contacto
A furia incontrolavel da maré
nas ondas vaginais do teu orgasmo.

E esta tua ausência
Este não-ser quem é.

Manuela Amaral


Porquê, Laura?… Porquê???

Julho 18, 2008

Porquê?

Porque é que toda tu és mistério e fascínio, fervor e audácia? Porquê?

Amei-te por inteiro…de um trago só. Bebi-te o tacto, o sorriso e o perfume! Tudo de uma vez só…como quem está para fugir! Nossos corpos decantados, ficaram como dois pêndulos, extasiados e gozados. E continuas a cheirar a flores, e foram ainda mais bonitos os teus gemidos!… Os teus seios aveludados, pareceram-me desta vez mais doces. Devorados, meio gastos pelo encontro com os meus, sorriam-me ainda!…  E como é bom, quando enlaças as tuas pernas nas minhas… Quando me abraças com a tua intimidade, e  violas a minha sensatez…

Olho para ontem, e vejo gemidos, gozos e pecados. Todos vestidos de seda e veludos, enfeitados com lânguidos delírios.


Laura

Julho 17, 2008

Amanheceu comigo a saudade. Uma saudade nostálgica, meio esvaída e dissipada. Porque é essa a lembrança que hoje sobra de ti, Laura. Porque tu és assim mesmo, ténue e suave, meiga e polida. Todo o teu corpo esconde a enorme força que contêm, e o teu doce olhar finge que não tem nem uma pontinha de malícia. E eu sei que é mentira! Sei que me olhas e me despes, num ápice! Numa pequena fracção de segundos, estou rendida e húmida, e a culpa é do teu olhar, do teu tremer de lábio, da postura das tuas mãos. A culpa é tua, Laura!

E esta noite, enquanto tomava banho, foi contigo que estive… no pensamento! E deitei-me contigo, e acordei contigo, e vou trabalhar esta tarde contigo… e depois, Laura? E depois???… Como faremos as duas, quando eu não quiser ver o pôr do sol apoiada no teu lindo colo, e não refrescar vinho para nós, e não te esperar à tardinha? Como faremos??? Nunca te prometi coisa alguma, minha doce, e tu sabes que nunca o farei… Não uso de desonestidade para contigo, porque és especial demais para o fazer. E esta tarde também vai ter um pôr do sol, e um mar, e tu estarás fresca como sempre, e a cheirar a flores como ontem. E nada mudou, mas eu temo! Temo que torne a ser bom demais! Temo que não resista a deitar-te devagar, para beijar a tua  pele cor de mel. Temo que os teus beijos me faltem e eu dê conta do quanto gosto de ti! Sabes, Laura?… Fecho os olhos e vejo calma. A mesma calma que sinto quando estou contigo de mãos dadas, recostada no mesmo cadeirão que tu, com as nossas pernas entrelaçadas… Parece que o mundo pára, não é? Mas não pára! A vida fora do nosso ninho, continua a rodar, a rodopiar, e nunca me posso esquecer disso. O meu marido continua igualzinho… quer eu esteja contigo, ou sem ti. Continua a querer amar-me pelas noites fora, dia após dia. E quando o olho nos olhos, Laura, não sei que sinta!

Olha minha doce, pelo sim pelo não, vem novamente esta tarde… Traz o teu violino, e toca para mim uma música calma e triste, que será o prenuncio do nosso destino. Ele será a única testemunha do crime que tão ardentemente cometemos, e chorará connosco o amor que febrilmente fizermos. Não demores, parece que já o ouço num pranto, contigo coberta de beijos e carícias, carinhos e fluidos, que não são meus nem teus – são nossos!…


Para ti, que ainda não te disse tudo…

Julho 16, 2008

Vieste tão louca e tão mansa, naquela tardinha demente, que mal te consigo relembrar… Relembro muito bem as carícias ternas que me sabiam a coisa estranha, e ainda consigo sentir o teu cheiro a flores, e ainda sei a que sabiam os teus beijos, mas de ti pouco recordo. Sei que és macia e adocicada…mas pouco mais! Os teus seios espreitavam-me envergonhados, e sei que fingiam, pois a vergonha era simulada e previamente ensaiada! Isso ainda sei! Ah! Consigo visualizar um tom de pérola, que acariciei meio tonta, e que espalhava sensualidade – a tua pele! O que me sussurraste, tentei esquecer, e é aí que entra a minha loucura! Quanto mais tento calar esses segredos, mais alto falam dentro de mim! E agora que sei que verás este post, quero dizer-te que sim a tudo: às propostas e aos delírios, às confissões e às promessas. Quero que venhas logo à tardinha, e quero que tragas a tua pele cor de mel, e que cruzes a perna para que se roce contra a minha. Quero que me dispas devarinho…e que me deleites com a tua respiração ofegante. Aquele vestidinho de ontem, é bonito… deixou que te adivinhasse todas as curvas, mas hoje prescindo dele… hoje quero-te em mim, e para mim, sem que nada interfira! Vem, mas não tardes! O teu sorriso é delicioso, e já me começa a faltar… assim como me falta a tua doce voz e os teus dourados cabelos. E quando os apanhaste com aquela minha fita…como ficaste linda e apetecível…

Não te escrevo mais, pois é suposto esperares por um sinal meu, para tornares a ter a iniciativa, e eu mal posso esperar… estou pronta para te receber. Logo que leias, vem ter comigo, que a nossa bebida já se encontra no frio, e a ansiedade aumenta. Traz o impulso e a imprevisão, solta-te e desamarra-me… Tu tens o dom de me conduzires a isso… vens???


Para ti…que sabes quem és!!!

Julho 16, 2008


Tu vieste, mas…

Julho 14, 2008

Tu vieste…mas trouxeste contigo a candura e eu queria arrebatamento… Fizeste-te acompanhar de ternuras, e eu queria possessão…

Olhaste-me tão ternamente, que me dava vontade de te abraçar, e não foi para isso que te esperei. Esperei-te para que a nossa cama rodopiasse, para que o mundo lá fora não interessasse…mas interessou!

Deste-me colo. E era um colo meigo, amor…mas eu ambicionava que me possuísses sem prévio aviso, desejava muito que te debruçasses sobre mim e me ordenasses os teus febris desejos. Mas os teus desejos eram mornos e sossegados… e eu assim não estremeço!

E a meio da noite, querido, quando acordaste e te encaixaste em mim como um bebé, porque não te apeteceu fazer de mim a tua meretriz? Eu estava pronta… estou sempre pronta para ti…

Não faz mal, amor… Esta noite vou esperar-te novamente, e ponho mais uma vez as meias de liga que te fazem brilhar os olhos. E talvez lhe coloque por cima o ligueiro de brilhantes que comprei para usar só contigo, e fico meio adormecida na beira da cama. E quando vieres, amor, talvez não tragas a candura que deixaste estar ao nosso lado esta noite. Talvez tragas contigo a vontade louca de me possuíres sem tabus e sem limites.

Esta noite…vou esperar-te, seja como for!