Agora é tarde!

Março 2, 2009

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Tu já sabias que nunca houve entre nós cumplicidade. Nem desejo , nem amor! E sempre soubeste que nunca prendeste os meus sentimentos. Nunca os agarraste à paixão nem à tesão. E eles, vadios…andavam em teu redor. Pediram a tua piedade, imploraram pela tua paixão. Rodearam, o teu corpo já gasto pela traição, noite após noite. E tu impávido. Sim! E tu impávido! A dares vida ao capricho de não me possuíres. Inerte e paciente com a minha nudez. Mas o que tu não sabes… é que tudo isso terminou!!!
Lembras-te? Lembras-te ainda de quando me oferecia com o olhar triste e a esperança cheia? Lembras-te de quantas vezes recomecei para ti? E depois as coisas foram-se transformando…ou melhor: eu fui-me transformando! Melhor ainda: tu transformaste-me!!! Sim, a culpa é tua! Não quiseste ver que em mim havia vida. Não quiseste parar para perceber que nada é imutável. Acomodaste-te a um querer que era só meu.
Agora é tarde! Agora já não quero tudo aquilo que te pedia em voz baixa, sabendo que não haveria resposta. Agora já não anseio que me devores avidamente. Agora a indiferença é minha! A cama onde me resignava e chorava, onde suspirava e nada acontecia… aquela cama que tantas vezes acusei de ser gelo, e onde nunca recebi senão vazios e amarguras… é agora só tua. Repara bem! Olha pela primeira vez para mim, e tenta perceber que do que partilhei contigo ali, já nada existe! Nem as amarguras, nem os tormentos, nem cabem lá lamentos, nem torturas. -  Outro veio em teu lugar e transformou tudo isso em indiferença.
Emudeceste tantas vezes os meus gemidos, e aumentaste a minha dor. Rasgaste o meu corpo e fechaste o meu peito com chaves de dor. Cobriste-me de nostalgia e pregaste-me com silêncios e desamor. Ofereceste-me apatia e vazios. Tudo isto deixou em mim…em nós… espaço para que viesse outro pegar-me pela mão e fazer-me estremecer.
Obrigada! Separaste-nos de tal forma…que ficou espaço para que eu pudesse, de facto, amar!!!


Agosto 8, 2008

Não te esqueças, marido, que para este final de semana está prometido um arraial de ternuras e carinhos. Sim, marido, tenho saudades! Porque perguntas??? Claro que tenho saudades!… Tenho saudades de me agarrares por trás, e em jeito de fera aprisionada, fingir que te fujo. Tenho saudades de admirar contigo um sítio bonito, e mostrar-te com o olhar que quero ser possuída por ti, nesse preciso instante e lugar. Iremos sem destino, sim! Sem destino, sem manual, sem pressas e sem vergonhas. Lembras-te? Quando me namoravas e comtemplávamos estupidamente as estrelas durante largas meias horas, para existir uma desculpa para fazermos sexo ao ar livre. Lembras-te??? Ah! Se pudesses ver este post! Poderias responder-me, sorrir-me e recordar os momentos que já vivemos. Se pudesses ver este post, perceberias que desejo estar contigo como dantes… quando ainda eramos tão jovens!… E terias a oportunidade de me desculpar os momentos que passo de mão em mão, sem que exista em ti uma culpa, ou em mim uma vergonha. Percebes, meu amor??? Percebes que nada mudou? Entenderás algum dia, que despertas a minha líbido de forma avassaladora, quer exista ou não, um ou outros corpos a encontrarem-se com o meu? Olha, meu amor… estive a pensar, e talvez seja bom também para mim, ter um final de semana completo contigo, fisica e emocionalmente. Gastarei toda a minha energia, contigo e para ti! Encharcar-nos-emos de beijos, escorregadios, molhados e febris, como gostas. E cuidadrei de ser a tua meretriz, como tantas vezes pedes, e que tanto gozo me dá a fantasiar. Pintaremos em cada lugar de paragem, um quadro de tesão. Pura tesão! Esqueçamos agora as formalidades a que nos sujeitámos, pois os nomes “marido” e “mulher”, travam a delícia da sedução, fazem escárnio do prazer carnal, e apelidam as coisas boas de “amor”. O amor é outra coisa! É a certeza de que me queres todas as noites, é a tua certeza de que continuo ao teu lado, e a minha de que o assim quero permanecer. Alinhas passar comigo os dois dias mais loucos das nossas vidas?