Cárcere!!!

Agosto 24, 2008

Nesta madrugada, sou chuva inútil, que não molha o teu corpo nem escorre pelas tuas entranhas. Sou o quarto-minguante que não faz sombra na concavidade do teu ventre, nem se reflecte no teu olhar. Sou o nada que sentes! A coisa pendente!… O impasse… a desfaçatez. A incongruência de máscara pousada no rosto que sábia e levemente desgastaste. E nós duas, somos a soma imperfeita, a simbiose mal-vista, a carta marcada.

Naquelas tardinhas de sol envergonhado, fomos a delícia pontiaguda, a cruz invertida, o grito ao alto e a calma espantada.

Quero fazer contigo, o oposto invertido!

Quero ser contigo o ás de copas, a gata assanhada, o luar do dia, e o sol abespinhado! Quero ver-te gemer de mansinho… como quem chama pela inacção do auge da noite em que te foste…e me acenaste.

Desejo muito ver-te tremer e implorar, rebolar e saborear, contorcer e arquejar. Pelo momento que acabo de te descrever, valeria a pena ser o disfarce completo, a nudez envergonhada ou a liberdade que se encerra em cárcere.


Tu vieste, mas…

Julho 14, 2008

Tu vieste…mas trouxeste contigo a candura e eu queria arrebatamento… Fizeste-te acompanhar de ternuras, e eu queria possessão…

Olhaste-me tão ternamente, que me dava vontade de te abraçar, e não foi para isso que te esperei. Esperei-te para que a nossa cama rodopiasse, para que o mundo lá fora não interessasse…mas interessou!

Deste-me colo. E era um colo meigo, amor…mas eu ambicionava que me possuísses sem prévio aviso, desejava muito que te debruçasses sobre mim e me ordenasses os teus febris desejos. Mas os teus desejos eram mornos e sossegados… e eu assim não estremeço!

E a meio da noite, querido, quando acordaste e te encaixaste em mim como um bebé, porque não te apeteceu fazer de mim a tua meretriz? Eu estava pronta… estou sempre pronta para ti…

Não faz mal, amor… Esta noite vou esperar-te novamente, e ponho mais uma vez as meias de liga que te fazem brilhar os olhos. E talvez lhe coloque por cima o ligueiro de brilhantes que comprei para usar só contigo, e fico meio adormecida na beira da cama. E quando vieres, amor, talvez não tragas a candura que deixaste estar ao nosso lado esta noite. Talvez tragas contigo a vontade louca de me possuíres sem tabus e sem limites.

Esta noite…vou esperar-te, seja como for!


Ausências…

Julho 14, 2008

É uma da manhã!

Não vens????????