Agosto 8, 2008

Não te esqueças, marido, que para este final de semana está prometido um arraial de ternuras e carinhos. Sim, marido, tenho saudades! Porque perguntas??? Claro que tenho saudades!… Tenho saudades de me agarrares por trás, e em jeito de fera aprisionada, fingir que te fujo. Tenho saudades de admirar contigo um sítio bonito, e mostrar-te com o olhar que quero ser possuída por ti, nesse preciso instante e lugar. Iremos sem destino, sim! Sem destino, sem manual, sem pressas e sem vergonhas. Lembras-te? Quando me namoravas e comtemplávamos estupidamente as estrelas durante largas meias horas, para existir uma desculpa para fazermos sexo ao ar livre. Lembras-te??? Ah! Se pudesses ver este post! Poderias responder-me, sorrir-me e recordar os momentos que já vivemos. Se pudesses ver este post, perceberias que desejo estar contigo como dantes… quando ainda eramos tão jovens!… E terias a oportunidade de me desculpar os momentos que passo de mão em mão, sem que exista em ti uma culpa, ou em mim uma vergonha. Percebes, meu amor??? Percebes que nada mudou? Entenderás algum dia, que despertas a minha líbido de forma avassaladora, quer exista ou não, um ou outros corpos a encontrarem-se com o meu? Olha, meu amor… estive a pensar, e talvez seja bom também para mim, ter um final de semana completo contigo, fisica e emocionalmente. Gastarei toda a minha energia, contigo e para ti! Encharcar-nos-emos de beijos, escorregadios, molhados e febris, como gostas. E cuidadrei de ser a tua meretriz, como tantas vezes pedes, e que tanto gozo me dá a fantasiar. Pintaremos em cada lugar de paragem, um quadro de tesão. Pura tesão! Esqueçamos agora as formalidades a que nos sujeitámos, pois os nomes “marido” e “mulher”, travam a delícia da sedução, fazem escárnio do prazer carnal, e apelidam as coisas boas de “amor”. O amor é outra coisa! É a certeza de que me queres todas as noites, é a tua certeza de que continuo ao teu lado, e a minha de que o assim quero permanecer. Alinhas passar comigo os dois dias mais loucos das nossas vidas?


Não te incomodes, amor, com os momentos em que não estou contigo!

Julho 19, 2008

Não te incomodes, amor, com os momentos em que não estou contigo! Tão pouco deves pensar neles, ou tentar entendê-los!… Preciso deles, necessito tanto deles, como a Primavera necessita do cantar dos pássaros. Como ela precisa do renascer da flora e da fauna. O mundo, a vida e as pessoas, são compostas de ciclos, e dessa forma se cumpre o nenascimento. Assim sou eu, amor! Feita de ciclos, que presumo que não podes compreender. Feita de rascunhos que tantas vezes tento passar a limpo, e em vão… Não entristeças o teu olhar, amor, pelos momentos que passas a só! Tão pouco deixes que a tua voz se embargue, e que os teus gestos se tornem nervosos… Nunca, mas nunca, meu amor, me perguntes onde fui. Não queiras jamais que te minta, deixa-me a salvo desse crime, preserva-me dessa tortura, livra-me disso, poupa-me, resguarda-me! Olha-me, quando eu chegar. Olha para mim com cautela e ternura, e abraça-me pela cintura. Tu sabes fazer isso muito bem! E quando eu tomar um banho antes ainda de te dar um beijo, meu amor, não reclames! Deixa que eu tire os beijos e as carícias, os perfumes e os fluidos que outro alguém deixou escorrer pelas minhas entranhas. Ficarei depois, livre para ti. E depois, amor, lambe levemente os bicos das minhas mamocas, em jeito de ternura! Lambe-os calmamente, para eu sentir que te tenho, que te desejo ainda, que te estimo e que o reencontro contigo, vale sempre a pena.

Nunca te esqueças, amorzito, que não deves perguntar onde fui. Sabes de ante-mão que te daria uma resposta vaga e evasiva. Sabes que me fereria a resposta ardilosa a que me obrigasses. E tens verdadeira e precisa noção de como seria espinhoso para mim seduzir-te com promessas falazes.

Não duvides do quanto corro para ti, sempre que me apercebo que a saudade te invade. Quando já nada me prende, noutros corpos, e noutras carícias. Eu vou, meu amor, para o leito de outro alguém, mas não te enciumes. Não sou de ninguém! Sou vadia, como te disse várias vezes, e nada lá me prende senão a novidade. A nada me acostumo sem me enfastiar´- a não ser aos teus beijos!… Mesmo estando tão habituada a eles, continuo a correr ao seu encontro… Sorri, amor! Sorri baixinho, porque me tens, porque te não fujo de verdade. Porque saio mas regresso, como as ondas do mar a quem contas as ansiedades de me não ver. E eu tão perto, meu amor! Tão perto!

Tenta entender e desculpar, amorzito! Sou como a gazela, que se desloca em movimentos soltos e fugazes para comer a presa, e regressa com passos lentos, testemunhas do dever cumprido. E volto sempre, nunca te esqueças, para ti! Para ti!


Se tu soubesses, meu amor!…

Julho 13, 2008

Se tu pudesses, meu amor!… Se tu pudesses pelo menos ler estas linhas e este post, talvez existisse maior probabilidade de entenderes. Talvez existisse um dia maior capacidade de reflexão sobre as coisas. Porque eu tentaria explicar-te, meu amor, que não sei ser de outro jeito. Assumiria os meus erros e confessaria os meus pecados. E mesmo não ficando expiados, eles seriam menor tormento para mim, e não causariam tamanha dor dentro do meu peito. Ai meu amor, meu amor! Se pelo menos, soubesses como chegar até estas linhas… poderias querer lê-las numa das noites em que não estamos juntos, e saberias que sou rendas e trapos, feitos de luxurias e devaneios! Saberias que correm muitas vezes em mim lágrimas de sal escarlate, e que sou o puro pecado, e que mora em mim, por minha culpa, o olhar caído de quem ama demais…e tão intensamente, que não sabe amar apenas uma pessoa!

Sim, meu amor! Eu não sei ao certo como se diz “infidelidade” de forma bonita…e sei que nem gostas da palavra, nem de pessoas infiéis, e sei também que as rotulas e que praguejas contra elas. Lamento, meu querido companheiro, mas existe dentro de mim uma vadia sem freio. Lamento! E não porque não me sorris, nem porque me desprezas! Nem porque não me ames, nem porque me trates mal! É porque a tal vadia de que te falei, ela precisa de aventuras mil, e de mil cheiros. E tu cheiras bem, amor…mas és só um… E beijas bem, mas não tens mil sabores! E as tuas mãos massajam suavemente o meu corpo, e deliciam-me com a arte que lhe ofereces…mas são sempre as mesmas!… E a tal vadia, meu amor, ela precisa de mais! É insaciável, e meio estranha. Quer-te tanto, mas tanto, que até lhe dói o peito! E nunca quis causar-te sofrimento! Sempre que te diz que te ama, fala verdade! Se tu pudesses compreender…eu e ela somos uma só pessoa…e nenhuma das duas quer que fiques magoado, ou triste.

Amas-me novamente, logo à noite???