
Não! Não venhas de negro, qual abutre que procura resquícios do que já não tem vida e permanece em decomposição! Não venhas! Não queiras ver-me curvada e feita em pedaços. Não queiras debicar o fedor da dor, não queiras degustar com lambidelas lentas os trágicos bocados de que sou feita. Não te vistas de andorinha, não finjas que trazes para a minha vida o sol e o cheiro a flores. Ambos sabemos que não anuncias Primavera, e que te aninhas no Inverno lamacento onde insistes em me fazer chafurdar. Não fiques a pairar por cima de mim, com asas de mentira e penas de crueldade. Não venhas lucrar com a putrefacção dos sentimentos que subtil e habilmente ajeitaste um dia, a um canto. Não os venhas devorar. Não venhas lamber a dor aguda que cai e me definha.
Não venhas!
Fevereiro 4, 2009 ás 4:19 pm
Aiiii! Amiga, quanto azedume, quanta desilusão. Onde pára a doçura que emanavas ao falar de Laura? Onde pára o extase com que te referias ao teu amado amante amor? Prefiro-te mil vezes ausente. Aflige-me sentir-te uma alma torturada. Vá amiga, a Primavera não tarda aí. Renasce. Levanta a cabeça e segue. Tu és Grande! Tu Podes ! Tu Vences !
Obrigado por voltares. Que a próxima visita nos traga o teu ansiado mel.
Fevereiro 13, 2009 ás 3:49 pm
Ai ai,posso concordar com o post acima?!
vem trazer o teu mel outra vez..