
Faz como quiseres, meu amor! Deleita-te com as mil formas que encontras, e põe em prática os vis pecados. Vadia com elas à vontade, e deixa-as serem as tuas damas. Sabes que é desprezível a forma como ages. Sabes que abomino as tuas madrugadas, e que detesto quando chegas inerte, para junto de mim. Vens frio…gelado…caído sobre ti mesmo. E triste!!!
Quando chegas a fingir que é do trabalho essa lassidão, não me sorris porquê, meu amor??? Eu sei que te cobres de astúcia. Sei que finges. Sei que fantasias com elas. Crês em certos momentos que elas são aquilo que eu sou. E fazes de mim uma delas. Burlas o meu ego, despes o meu orgulho e matas a minha lucidez. Mas voltas!!! E voltas curvado, pesado…já gasto. E eu anseio meu amor. Anseio pela aurora, noite após noite. Com ela vem o desfecho desse momento de tristeza. E a luz do dia vem colocar-te a meu lado. E o mundo vê-nos de mãos dadas. E nessa altura, eu quase esqueço que me fazes meretriz e as coroas de esposas.
Repara meu amor: vives num subtil engano. Elas – as que amas de noite - vivem de dia num covil. E eu, que pensas estar apagada e consumida, escondo-me de ti, de dia, num covil. E de noite espero-te…até tão tarde!!!
Janeiro 8, 2009 ás 6:37 pm
Ainda que possa parecer-te estranho e despropositado, tenho que sair em defesa do dito ” sexo forte”. Com efeito, todas nós sabemos que, salvo raras e honrosas excepções, o acto sexual continuado, provoca, naturalmente, algum visível desgaste físico, nomeadamente no que concerne ao desempenho em situações de elevada exigência, como me parece ser o caso. Assim, seria de alguma justeza, que perdoasses ao teu amor alguma pontual falta de vitalidade, no entendinento de que, numa perspectiva democratica, também ele tem direito, tal como tua, às suas ” escapadinhas”. Ele não deixará de te amar, mas anseia por novos colos, novas sensações, e tal não deixa de ser estranho, porque se bem entendi, tu lhas proporcionarias todas…
Nunca me esqueço de uma frase que um querido amigo medisse um dia: ” Olha Damiana, a melhor maneira de manteres o teu homem fiel, é trazendo-o ” bem alimentado ” .
Pensa nisto, Anjo.
Gosto muito de te ler.
Beijo enorme, desta tua fiel leitora.
Janeiro 12, 2009 ás 5:44 pm
Desculpa Anjo, mas vejo alguma incoerência, tal como diz a Damiana, pois pedes à tua cara-metade que te seja fiel, neste post e no próximo, mas pediste-lhe sempre que te deixasse livre para ires matar o desejo com outro, como o afirmas no post anterior a este!
Eu também peço o mesmo à minha cara-metade, mas sempre assumi que ela teria o mesmo direito.
Só assim é que funciona a verdadeira democracia, não aquela democracia do Parlamento, mas a Democracia!
E vejo muito ódio!
Não são críticas vãs estas que faço. Não são para ferir, mas antes para pensar. Não venho à blogosfera para irritar os outros e penso que tu também não!
Janeiro 14, 2009 ás 12:38 pm
Não é ódio…não lhe quero mal…é apenas mágoa desmedida!
E não o quero amarrado a mim, e sou democrática, e não acredito nem pretendo fidelidades falsas. Nunca lhe jurei fidelidade, pelo contrário, mas sempre lhe prometi e pedi que quando estivessemos juntos, estivessemos de corpo e alma. Um para o outro a cem por cento. E não tem cumprido a parte dele.
Nem tudo pode ser interpretado à letra.
As opiniões, sejam elas quais forem, podem e devem ser emitidas.
Com um beijo,
Anjo doentio.
Janeiro 16, 2009 ás 8:26 pm
Nesse aspecto, concordo contigo: pode haver os maiores desvarios, mas quando se está junto… em de ser de corpo e alma como dizes. só assim se compreende as escapadelas: elas servem apenas para animar o matrimónio!
Março 4, 2009 ás 12:36 pm
Mais um que adorei
Mas parece-me que és uma mulher amargurada e muito magoada com a vida e que alguem te fez sofrer imenso mas mesmo assim continuaste a acreditar que um dia talvez…
Por isso eu custumo dizer ” NAO DEVES ADIAR A TUA FELICIDADE SE PODES SER FELIZ HOJE MESMO”
Jinhos doces