
Nesta madrugada, sou chuva inútil, que não molha o teu corpo nem escorre pelas tuas entranhas. Sou o quarto-minguante que não faz sombra na concavidade do teu ventre, nem se reflecte no teu olhar. Sou o nada que sentes! A coisa pendente!… O impasse… a desfaçatez. A incongruência de máscara pousada no rosto que sábia e levemente desgastaste. E nós duas, somos a soma imperfeita, a simbiose mal-vista, a carta marcada.
Naquelas tardinhas de sol envergonhado, fomos a delícia pontiaguda, a cruz invertida, o grito ao alto e a calma espantada.
Quero fazer contigo, o oposto invertido!
Quero ser contigo o ás de copas, a gata assanhada, o luar do dia, e o sol abespinhado! Quero ver-te gemer de mansinho… como quem chama pela inacção do auge da noite em que te foste…e me acenaste.
Desejo muito ver-te tremer e implorar, rebolar e saborear, contorcer e arquejar. Pelo momento que acabo de te descrever, valeria a pena ser o disfarce completo, a nudez envergonhada ou a liberdade que se encerra em cárcere.
Agosto 25, 2008 ás 11:51 am
Mas que maravilha. Que bálsamo para os sentidos e para a imaginação.
Também eu procuro diaria e avidamente aquilo que escreves, na esperança, quiçá vã, de um dia poder ter algo assim, tão intenso, tão vivido…
Parabéns. Continuo, sempre, a gostar do que escreves. Obrigada.
Outubro 2, 2008 ás 1:59 am
Que pena… eu não sou Laura… ou ainda tería uma restia de esperança!
Beijo e boa sorte no teu idilio
Novembro 14, 2008 ás 6:48 pm
“Desejo muito ver-te tremer e implorar, rebolar e saborear, contorcer e arquejar. ”
Meu deus!
Quanto prazer!
Muito bom aqui!
Me senti em casa
Voltarei mais vezes!!!
Dezembro 16, 2008 ás 4:02 pm
Não comento… As minhas palavras podem ferir a sensibilidade do que está implícito naquilo que me proporcionou um momento ímpar de degustação.
Beijinho para ti